Cinco danças gostosas de aprender
Da Redação 24/05/2011
“Dance, dance, dance! Gaste um tempo comigo. Não, não tenha juízo. Dê-se ao luxo de estar sendo fútil agora”, canta a roqueira Rita Lee, desde a década de 70. A dança é uma paixão nacional. E, por meio dela, podemos fugir do sedentarismo, que indiretamente é uma das principais causas de doenças crônicas e mortes por problemas cardiovasculares e metabólicos (como infartos e diabetes). Para quem já nasceu com o ‘samba no pé’ ou com o ‘pé de valsa’, qualquer ritmo parece fácil. Mas para quem é iniciante (ou acha não tem lá muita coordenação motora), uma das melhores formas de aprender é escolher o estilo de acordo com seu gosto, objetivo e nível de dificuldade. Existem muitas academias especializadas e há diversos lugares onde praticar. Na internet dá para encontrar sites que ensinam o passo a passo, mas nada se compara a uma aula com contatos físicos. Rafaely Basílio Alves é professora de Balé e Jazz no Colégio Bom Jesus, em Curitiba, e nos dá uma aula sobre o tema. Dê um giro nessa matéria e entre no compasso de sua preferência.
1. Sertanejo (caipira moderno)
Está com tudo! É cada vez maior o número de escolas e academias que aderiram a esse estilo, e o número de alunos só tende a aumentar. Bares, baladas e festas em geral contam com o ritmo para não deixar ninguém parado, os salões não ficam vazios. Muitos se sentem à vontade durante a prática, e buscam esse estilo para novas amizades e relacionamentos. “Uma hora de aula da dança caipira modernizada, o ‘sertanejo’, pode queimar aproximadamente 500 calorias”, diz Rafaely, além de aumentar a autoestima, aproximar pessoas e resultar em amizades, garantindo muitas risadas e momentos inesquecíveis.
2. Forró (dois e dois)
Tradicional e gostoso ritmo brasileiro, tipicamente nordestino, que exige gingado e um "jeitinho brasileiro" dos dançarinos. Mas não desanime, essa pitadinha de tempero é despertada em aulas e nas práticas. Está em alta o “forró universitário”, popularmente conhecido como “dois e dois”, acompanhados de giros e caminhadas que valorizam a evolução dos passos. No “forró nordestino”, identificamos uma malícia e sensualidade, que exige mais cumplicidade dos parceiros. É fácil encontrar muitos forrozeiros, grupos e locais para os adeptos do ritmo. “Dá para queimar de 500 a 590 calorias/hora em uma boa aula de forró”, diz a professora. Deixe o seu corpo relaxado e siga o ritmo da zabumba, do triângulo e da sanfona.
3. Dança de salão (do samba ao bolero)
É um combinado de diversos tipos de dança, dentre elas forró, samba de gafieira, soltinho, bolero, tango, zouk, lambada e salsa. Varia de uma escola para outra, geralmente em três estilos determinados, conforme a procura e preferência dos alunos. Em uma aula você pode trabalhar todos os estilos ou enfatizar evoluções dos compassos. “Devido à variação de estilos e ritmos com músicas lentas e rápidas, o gasto energético tem variação maior, de 270 calorias/hora com estilos ‘lentos’ até 590 caloria/hora com estilos ‘rápidos’”, ela afirma.
4. Zouk (lambada envolvente)
Veio da lambada, porém, com movimentos leves e envolventes adaptados ao andamento da música. A lambada era muito rápida e frenética, impossibilitando muitos passos que existem hoje, movimentos suaves com a cabeça (valorizando o charme feminino com seus cabelos) e músicas mais melódicas. “É uma dança que exige um pouco mais de consciência corporal, e o praticante pode obter um gasto calórico de aproximadamente 400 calorias/hora”, complementa a especialista.
5. Balé / Jazz
Balé é uma dança difícil e altamente técnica, que requer muita prática, disciplina, leveza, harmonia e simetria. O jazz possui técnicas fundamentais do balé, e é frequentemente influenciado por outros estilos, como contemporâneo e hip-hop, que valoriza as competências individuais e permite a utilização de diversos tipos de música. São modalidades específicas ensinadas por ex-bailarinos e profissionais de dança. “O gasto calórico é de 430 calorias/hora com o jazz, e de 440 calorias/hora com o balé clássico”, finaliza.
Acompanhamento
Converse com seu médico sobre a nova prática e, junto com seu professor, trabalhe adequadamente dentro das suas limitações e particularidades. Dependendo do objetivo, a dança pode ser considerada uma atividade completa. Em casos específicos como emagrecimento, socialização, tratamentos psicológicos, desenvolvimento motor físico, cognitivo, social, afetivo, entre outros, é aconselhável o acompanhamento de um profissional dessas áreas. Então, não existe desculpa para você não aprender a dançar. Vamos lá!
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