Álcool e direção não combinam
Da Redação 22/07/2010
Muito além de estatísticas terríveis, que ocupam manchetes de jornais no mundo todo, os acidentes de trânsito representam um verdadeiro desafio para a sociedade.
Na grande maioria das vezes, o comportamento dos motoristas e a imprudência estão entre as principais causas dos acidentes mais graves: alta velocidade, a falta de cinto de segurança, o sono, cansaço e, com certeza, o consumo abusivo de álcool. Esse último é ainda mais perigoso, uma vez que o motorista torna-se mais audacioso e não tem consciência de que o álcool pode reduzir bastante os seus reflexos. Confira alguns dos efeitos perigosos do álcool:
- Visão lateral alterada;
- Maior tempo de reação em caso de um imprevisto na estrada;
- Ofuscamento mais acentuado, por causa dos faróis;
- Dificuldade de coordenação motora;
- Sonolência e ausência de vigília.
Atenção: um acidente pode acontecer em segundos e não acontece apenas com conhecidos! Portanto, a melhor atitude para quem vai dirigir é não beber!
No Brasil, cresce o consumo abusivo de álcool
Dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – Vigitel – do Ministério da Saúde, apontam uma tendência de crescimento no consumo de álcool em 2008: 19% dos entrevistados declararam ter consumido álcool de forma abusiva pelo menos uma vez nos últimos 30 dias, contra 17,5% no ano anterior. O consumo mais freqüente é observado na faixa entre 18 e 44 anos. Entre os homens essa freqüência, de 29%, é três vezes maior que a observada entre as mulheres, que também saltou de 8,1%, em 2006, para 10,5% em 2008.
Beber e dirigir
Os brasileiros também voltaram a beber e dirigir com mais freqüência no final de 2008, em comparação com os primeiros meses em que vigorou a Lei Seca, revertendo a tendência inicial de queda. Com relação ao cenário nacional, o dado percentual médio do Brasil foi de 1,5%, menor do que os 2% verificados em 2007, ano em que Vigitel iniciou a pesquisa sobre álcool e direção.
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