Atitudes para prevenir o HPV

Da Redação 21/11/2011

Um bom motivo para ficar atenta ao papiloma vírus humano, mais conhecido como HPV, é que um trabalho publicado na revista científica The Lancet mostrou que 50% dos homens participantes do estudo estavam infectados. “Como se trata de uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns no mundo, a maioria das pessoas acaba tendo contato com ela logo no início da vida sexual. Porém, como o HPV tende a ser eliminado naturalmente pelo organismo após alguns meses ou anos, quem foi infectado na juventude pode ficar livre dele na fase adulta”, diz a ginecologista Paula Maldonado, do Instituto de Ginecologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Segundo ela, a prevenção é feita com o uso de preservativo, a limitação no número de parceiros, a realização anual de exames, caso do papanicolau ou do exame de lâmina, e tomando a vacina HPV – indicada para mulheres de nove a 26 anos.

Existem dois tipos: a bivalente, em que a segunda dose da injeção é dada um mês após a primeira e cinco depois da segunda; e a quadrivalente, em que são dados dois meses de intervalo entre a primeira e a segunda doses e quatro meses entre a segunda e a terceira.

Alto e baixo risco

Há mais de cem tipos de HPV, porém, os médicos ficam mais atentos a quatro deles: o 16 e o 18, que são chamados de alto risco por estarem relacionados aos casos de câncer de colo de útero; e o 6 e o 11, que são de baixo risco e associados ao desenvolvimento de verrugas na região genital. No entanto, isso não significa que todas as portadoras desses vírus vão ter consequências mais sérias, mesmo que tenham outros fatores de risco, como fumar, ter distúrbios sérios da imunidade ou usar remédios que reduzem a atividade do sistema imunológico. “Vale lembrar que o câncer do colo do útero não aparece de uma hora para a outra. Primeiro, o vírus HPV provoca uma lesão que, apesar de ser assintomática, é facilmente detectada e tratada se a paciente fizer os exames preventivos regularmente”, afirma o ginecologista Fábio Russomano, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente Fernandes Figueira, no Rio de Janeiro.

Tem solução

De acordo com especialistas, as verrugas geralmente são eliminadas com a aplicação de medicamentos no local. As lesões precursoras do câncer costumam ser tratadas em ambulatório ou consultório. “Já o câncer de colo do útero exige cirurgia ou radioterapia, ambas com sucesso quando o diagnóstico é feito nos estágios iniciais. Somente nos casos avançados é que a quimioterapia pode ser associada”, conclui a ginecologista Paula Maldonado.
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