Hipotireoidismo na infância
Da Redação 17/06/2011
Se você acha que hipotireoidismo é coisa de adulto, está na hora de saber um pouco mais sobre o distúrbio. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a doença atinge aproximadamente um em cada quatro mil recém-nascidos. “Como o organismo do bebê não consegue produzir o hormônio tireoidiano, seu crescimento e desenvolvimento podem ficar prejudicados”, diz a endocrinologista Nathalia Ferreira, médica do ambulatório de obesidade do Hospital do Servidor Público Estadual (São Paulo).
A boa notícia é que, se o teste do pezinho for feito até uma semana depois do nascimento, é possível diagnosticar o hipotireoidismo e iniciar o tratamento a tempo de evitar problemas futuros.
Sinais de alerta
A endocrinologista explica que, apesar de não ter uma idade certa para o aparecimento do distúrbio tireoidiano, ele é mais comum após a adolescência, momento em que ocorre a maturidade do sistema imunológico. Nesse caso, a doença é autoimune, ou seja, as células do próprio organismo atacam e lesam a glândula tireoide, que passa a produzir menos hormônio. O resultado disso é sonolência e dificuldade de aprendizado. “Outros sintomas do hipotireoidismo são pele seca, aumento no volume do pescoço e ganho de peso”, diz Nathalia Ferreira. Ela conta ainda que, quando os pais têm a doença, são grandes as chances de o filho também desenvolver o mal.
Vida normal
Tanto no adolescente quanto no recém-nascido, é feita a reposição hormonal em doses calculadas de acordo com a idade. “O principal cuidado que se deve ter é com relação ao uso correto da medicação e acompanhamento médico, que inclui a realização de exames de sangue para o ajuste necessário da dosagem. Feito isso, a criança pode ter uma vida absolutamente normal”, conclui a especialista.
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