A artrose me deu mais garra de vencer
Depoimento de: Valquiria Parra 10/11/2011
Meu nome é Valquiria Parra e tenho paixão por vôlei desde os meus treze anos. Nessa época, minha mãe levava a gente (eu e minha irmã) para treinar em um clube. Foi uma fase maravilhosa. Eu adorava ir aos treinos e jogar, mas tudo desmoronou quando fiz 15 anos e minha querida mãe faleceu. Fiquei arrasada e tive que parar os treinos, apenas minha irmã continuou e tornou-se uma excelente jogadora!
Quando fiz trinta anos, já casada e com dois filhos, reencontrei o pessoal do vôlei e resolvemos voltar a jogar no mesmo clube da juventude. Foi uma época gostosa. Conheci muita gente, joguei em vários times e participava de muitos campeonatos (masters), mas, em 2004, comecei a sentir fortes dores nas pernas e fui diagnosticada com artrose nos dois lados do meu quadril.
Fiquei muito triste, e uma médica me disse: “É melhor você cortar seu cabelo e cair na piscina jogando biribol, porque vôlei não pode mais!”. Não satisfeita, fui a outros médicos e achei uma profissional que me disse: “Vamos fazer um tratamento que fará com que eu a veja jogando até os cinquenta e poucos anos”. Eu me animei, voltei a treinar (com mais dificuldade) e a jogar nos campeonatos. Em 2006 comecei a sentir um formigamento na mão direita, e outra surpresa desagradável: estava com uma hérnia enorme na quinta coluna cervical. E adivinhem: era caso cirúrgico. Depois de ir a sete médicos, operei com um que me disse: “Seis meses depois da cirurgia você poderá jogar de novo!”. Não deu outra: fui operada em fevereiro, e em agosto estava treinando. É evidente que não sou mais a mesma. Antes, jogava na categoria mais forte do campeonato e, hoje, jogo com mais cuidado e em outra categoria.
Estou super feliz e não desisto!
Às vezes tenho dores, então diminuo o ritmo um pouco, mas suo a camisa no treino e, quando tenho jogo, me realizo. Minha família me dá o maior apoio, meus filhos jogam vôlei também e sempre me acompanham! O vôlei pra mim é uma terapia. Adoro estar com as amigas, viajar para campeonatos, e, como disse a médica, acho que vou jogar até 50, 60, 70 e poucos anos (risos).
Agradeço ao médico, Dr. Rene, que me operou, agradeço ao Dr. Aldo, que sempre me anima a continuar, agradeço também às minhas queridas amigas de quadra dos times 8 de Março, Esporte Clube Sírio e Alphamix, que sempre me apoiam, ajudam e entendem... Também sou grata aos técnicos que por mim passaram e aos atuais: Adriano, Fabiano e Marcelo, que tiveram muita paciência!
Sempre fui uma pessoa de muita fé e muita religiosidade. Acredito que essa fé e pensamentos positivos me acompanham para que eu consiga fazer aquilo que mais gosto, que é jogar vôlei!
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