Dicas para eliminar as cólicas

Da Redação 21/02/2012

Nenê é uma graça e todo mundo adora, mas quando abre o berreiro... é um Deus nos acuda! O choro é o principal meio de comunicação dos bebês, especialmente quando mais novos, e se os pais forem “de primeira viagem” podem ficar inseguros, sem saber o que fazer. Nessas horas, o ideal é manter a calma e usar o método da exclusão: verificar se ele está com fome, frio ou calor, ou se a fralda está suja. Se não for nada disso e o choro persistir, é hora de pensar em cólica. 

“As cólicas são comuns em bebês desde o nascimento, principalmente depois dos 15 dias, seguindo até os três meses de vida. Normalmente ocorrem no mesmo horário, à tarde”, explica o Dr. Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Instituto Saúde Plena e do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. “Raramente acontece nos que têm mais de seis meses de idade. É uma sensação nova para eles, e dói muito”, continua o especialista. “A cólica é relacionada a uma imaturidade neurológica do intestino, que se contrai e relaxa de maneira incoordenada e causa a cólica. No final do dia, como seu intestino já ‘trabalhou’ mais, as cólicas tendem a aparecer com mais frequência”, completa a Dra. Lygia Coimbra, chefe da UTI pediátrica do Hospital VITA Curitiba.

Será que é cólica mesmo?

Além de prestar atenção no horário, existem algumas dicas que o nenê dá para saber se o motivo do choro é essa dorzinha: “O choro de cólica é estridente. Observe as seguintes características: o bebê fica inquieto, com rosto vermelho, fazendo caretas, se contorce e encolhe as perninhas até a barriguinha”, orienta o Dr. Huberman. A barriga fica endurecida e as mãos ficam com os punhos fechados. A criança elimina gases, e geralmente depois disso os sintomas melhoram. “É importante ressaltar que a cólica não significa doença e nem traz consequências à saúde do bebê”, diz a Dra. Coimbra.

O que fazer?

Fique calma, deite-o de bruços e embale-o no braço. Essa posição auxilia na eliminação de gases, que causam as dores, mas requer sempre a supervisão de um adulto.

Coloque a barriga do nenê em contato com o seu abdome: o aquecimento local ajuda a aliviar os sintomas.

Pode ser usado um pano esquentado a ferro ou bolsa de água quente (a qual nunca deve ser colocada direto na pele dele, pois pode provocar queimaduras!).

Deixe o ambiente aconchegante, à meia luz, sem muito barulho.

Apesar de o peito acalmar a criança, evite amamentá-la durante a crise, pois a sucção estimula as contrações intestinais, que agravam as dores. 
Faça ginástica com as perninhas do bebê como se ele estivesse "pedalando" e massageie sua barriga com as mãos aquecidas. Se quiser, pode usar um pouquinho de óleo de bétula ou de amêndoas, com movimentos circulares durante 2 minutos, de 4 a 5 vezes por dia. Isso o ajuda a não ter cólicas e a aliviar a dor na hora das crises.

Caso as cólicas continuem intensas, consulte o pediatra.
Lembre-se:

Coloque-o bem inclinado para se alimentar, arrotar após as mamadas e faça-o dormir de lado.

Fique atenta ao hábito intestinal: se o nenê ficar muito tempo sem evacuar, ou parar de eliminar gases, comunique o pediatra.
Fique atenta se perceber que quando come algum tipo de alimento seu bebê tem cólica. Evite esse alimento pelo menos até os 3 meses de vida dele. Os agressores mais comuns são laticínios, chocolate, cafeína, melão, pimentão, frutas e sucos cítricos e alimentos condimentados. Alimentos mais gordurosos, embutidos, frituras, bebidas com gás também podem predispor à cólica.
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