Adolescência: fique atenta aos sinais

Da Redação 02/08/2011

A mudança de comportamento na adolescência é algo totalmente esperado, afinal, há muitas escolhas, responsabilidades e alterações hormonais em jogo. “Não é simples abandonar a infância para iniciar a vida adulta, muito menos lidar com tanta liberdade quando não há maturidade suficiente. É por isso que alguns adolescentes acabam partindo para a arrogância, o desinteresse, a rebeldia e a resistência”, explica a psicóloga Maria Cristina Capobianco, especialista em psicanálise de crianças, autora do livro O corpo em off (editora Liberdade) e membro do departamento de psicanálise do Instituto Sedes Sapiens, em São Paulo. 

Apesar disso, ela lembra que algumas transformações necessitam, sim, de atenção especial dos pais. “Desânimo excessivo, notas escolares baixas e frequentes, troca de amigos e mudanças bruscas na rotina ou nas atitudes, como a busca pelo isolamento, podem ser sinais de que alguma coisa não anda bem.” 
Segundo a psicóloga, adolescentes vítimas de bullying, por exemplo, dificilmente contam em casa o que estão sofrendo, mas acabam se ‘entregando’ quando fingem estar doentes ou se recusando em ir à escola. “Em caso de envolvimento com drogas, as mudanças no comportamento vêm acompanhadas de pedidos constantes de dinheiro, sumiço de objetos da casa e uso de incenso ou aromatizador de ambiente para camuflar cheiros de álcool ou drogas”, completa Maria Cristina Capobianco. 

Situação sob controle

Não há regras para solucionar os conflitos com os adolescentes, no entanto, carinho, compreensão, respeito e diálogo sempre dão bons resultados. Também é recomendado aos pais conversar com amigos e professores, a fim de entender melhor o que está aborrecendo ou incomodando o filho. Dessa forma, você não precisa pressioná-lo para falar, o que geralmente não dá resultado e acaba afastando-o ainda mais. Outra estratégia para aproximá-lo é mostrar interesse por músicas, shows, esportes ou viagens que ele gosta. “Agora, se for constatado que o adolescente está envolvido com más companhias, bullying ou drogas, o acompanhamento psicológico e o envolvimento dos pais na terapia são ótimos aliados para a recuperação”, finaliza a psicóloga.
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