Acne na adolescência: como ajudar?

Da Redação 03/08/2012

Espinha em adolescente é um problema que vai muito além da estética e atinge em cheio a autoestima dele. Prova disso é a pesquisa feita pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos, em parceria com a Sociedade Americana de Acne e Rosácea, com mil jovens. Segundo a psiquiatra e coordenadora do estudo, Eva Ritvo, mais da metade dos que tinham acne afirmaram que preferem ficar em casa nos finais de semana a ir para a rua, e que já se sentiram constrangidos pela forma como eram observados. Os mesmos pesquisadores entrevistaram mil adultos e descobriram que 39% deles consideram os adolescentes com acne tímidos, 31% nerds (grudados na Internet), 29% com poucas chances de se tornarem líderes e 23% solitários.

Vale lembrar que a acne é mais comum do que se imagina. “Ela é a reclamação de nove em cada dez jovens que recebo em meu consultório”, conta o dermatologista Jorge Mariz, da clínica Personal Clinic, no Rio de Janeiro. Uma das explicações está nas alterações hormonais típicas desse período da vida, que levam as glândulas sebáceas a trabalharem em ritmo acelerado, produzindo grande quantidade de sebo. Essa oleosidade excessiva obstrui os poros, deixando o ambiente propício à proliferação de bactérias responsáveis pela inflamação da pele. A genética também tem sua parcela de culpa, assim como o estresse, a ansiedade, o uso de cosméticos inadequados para o tipo de pele e medicamentos, por exemplo.

O médico dá jeito

Seja qual for o caso do seu filho, é importante saber que a solução passa por três atitudes: não espremer as espinhas para não piorar a inflamação ou formar cicatrizes; evitar o sol, que não ‘seca’ a acne como se pensa e ainda pode causar manchas; e procurar um dermatologista o quanto antes para escolher o tratamento ideal. Entre os sugeridos estão:

• Creme anti-inflamatório
Exige acompanhamento médico, pois não pode ser usado por muito tempo.

• Antibiótico oral
É utilizado em casos mais graves para diminuir a produção de sebo e a proliferação de bactérias. O tempo médio de utilização é de 60 dias, mas o tratamento pode ser reiniciado caso haja necessidade.

• Limpeza de pele
Uma ou duas vezes por mês, a esteticista pode remover os cravos, mas sem espremer as espinhas inflamadas, e finalizar aplicando uma máscara secativa.

• Peeling
Ajuda a controlar a oleosidade. São indicadas de três a cinco sessões, com intervalo de 20 dias entre elas. Já se o problema for severo, o ideal é o peeling com o uso de ácido (pelo dermatologista!) que faz uma raspagem superficial no rosto eliminando as espinhas. Para isso, são realizadas de cinco a seis aplicações, sendo uma a cada 15 dias.

• Dermoabrasão
Ideal para acabar com as cicatrizes deixadas pela acne, trata-se de um aparelho que possui uma lixa fininha. Ao ser passada no rosto, elimina a camada superficial da pele, removendo até 80% das imperfeições. Para isso, são indicadas de uma a duas sessões, com intervalo de seis meses entre elas.

• Laser
É indicado para tratar acnes ativas, pois a luz azul emitida pelo aparelho ‘mata’ as bactérias que causam as espinhas. São necessárias pelo menos três sessões, uma a cada 15 dias. 

Agora é com você

Para otimizar o tratamento médico, é indispensável lavar o rosto duas vezes por dia, pela manhã e à noite, com sabonete específico e loção adstringente. A psicologia de mãe também ajuda, e muito. Quem ensina é a psicóloga Luciane Gerodetti, de São Paulo: “Coloque o adolescente em frente ao espelho e peça para que ele olhe para si mesmo, esquecendo que as espinhas existem. Em seguida, pergunte o que ele vê e ajude-o a encontrar respostas positivas. Feito isso, incentive que essas qualidades sejam sempre lembradas. Com certeza o resultado será recompensador”.

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