O que fazer para manter a memória afiada?
Por Dr. Ricardo Teixeira 19/10/2010Dificuldades de memória representam uma das queixas mais frequentes num consultório de neurologia. Será que as pessoas que se queixam desse sintoma apresentam na verdade o início de uma doença cerebral que culminará num quadro demencial? A minoria delas, especialmente aquelas com mais de 65 anos, podem ter a queixa de falta de memória como expressão de uma doença neurológica. Alguns podem apresentar o sintoma como expressão de um problema clínico (ex: hipotireoidismo) ou psiquiátrico, como é o caso da ansiedade e depressão. Entretanto, na grande maioria das vezes, os sintomas estão associados ao estresse do cotidiano, ao desequilíbrio entre o tempo que se investe em trabalho e outras dimensões da vida, como o lazer e a atividade física. E a ciência tem nos mostrado que as escolhas que fazemos no nosso dia a dia podem assegurar um bom desempenho de nossa memória ao longo dos anos.
Elenco a seguir as principais atitudes que protegem nossa memória:
• Atividade física regular;
• Dieta equilibrada, especialmente a dieta mediterrânea, que consiste numa alimentação rica em peixes, verduras, legumes, frutas, cereais (melhor se forem integrais), azeite e outras fontes de ácidos graxos insaturados, baixo consumo de carnes, laticínios e outras fontes de gorduras saturadas, além do uso moderado, porém regular, de álcool;
• Manter o peso em dia;
• Tomar um pouco de sol no início da manhã para assegurar boas concentrações de vitamina D;
• Trabalhar sem exagerar na dose e investir no tempo de lazer;
• Viver em boa companhia. A solidão não é um bom negócio para o cérebro;
• Dormir de sete a oito horas por noite. São raras as pessoas que precisam de mais ou menos do que isso;
• Ficar longe de qualquer substância neurotóxica, como é o caso do cigarro, das drogas ilícitas e do excesso de álcool;
• Para quem tem problemas de saúde como a hipertensão arterial e o diabetes, tratar com preciosismo essas condições clínicas.
Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB) e dedica-se ao jornalismo científico. É também titular do Blog "ConsCiência no Dia-a-Dia".
As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.
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