Métodos contraceptivos
Por Dr. Waldemir Rezende 23/09/2011Os métodos anticoncepcionais representam as alternativas disponíveis para impedir que a atividade sexual possa ocasionar uma gravidez não planejada, e podem ser comparados em relação a sua eficiência (capacidade desse método de garantir ausência de gravidez para uma mulher sexualmente ativa), além dos eventuais riscos e complicações decorrentes de sua utilização.
Os principais métodos hormonais
Os mais conhecidos são os anticoncepcionais orais combinados; injetáveis mensais; injetável trimestral; pílulas de progestagênio; anel vaginal anticoncepcional; adesivo anticoncepcional; implantes contraceptivos; dispositivos intrauterinos ou sistema intrauterino.
Sempre que o método utiliza hormônios, o médico considera as contraindicações ao uso de estrogênio. Os maiores riscos relacionam-se às mulheres fumantes, principalmente se mais de 15 cigarros por dia e de idade superior aos 35 anos, além daquelas que possuem história de hipertensão arterial, antecedentes de trombose ou embolia, presença de varizes, associação de múltiplos fatores de risco para doença cardiovascular (fumo, diabetes e hipertensão), nas alterações do colesterol, uso de medicamentos que interagem com hormônios, e antecedente pessoal de câncer de mama.
Os anticoncepcionais hormonais devem ser proibidos em caso de cirurgia de grande porte com imobilização prolongada, presença de mutações em fatores trombogênicos, doença isquêmica do coração presente ou pregressa, antecedente de acidente vascular cerebral, doença valvular cardíaca complicada, cefaleia com sintoma neurológico focal em qualquer idade, cefaleia com início acima de 35 anos, hepatite viral aguda, neoplasia hepática benigna ou maligna e cirrose grave descompensada.
Anticoncepcionais orais combinados
Os anticoncepcionais orais combinados (pílulas anticoncepcionais) contêm progestagênios associados aos estrogênios para bloqueio eficiente da ovulação. O uso desse tipo de medicamento é forma de contracepção mais utilizada em todo o mundo e, para as mulheres que fazem uso perfeito (sem esquecimento do horário!), a falha seria inferior a uma em cada 100 mulheres/ano que utilizam o método.
A prescrição do hormônio mais adequado depende da avaliação médica em relação a cada paciente.
Alguns medicamentos reduzem a eficácia dos anticoncepcionais hormonais e exigem métodos adicionais. Informe seu médico sobre o uso de fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, oxcarbamazepina, topiramato, felbamato, ritonavir, primidona, rifampicina e griseofulvina, além da presença de vômitos ou diarreia, capazes de interferir na eficácia do método.
Referências:
FHC -The Female Health Company [access in April 2011]. Home Page. Available in www.femalehealth.com
WHO -Medical eligibility criteria for contraceptive use -- 4th ed. 2009 pag.86.[acess in jun 2011] Available in URL: whqlibdoc.who.int/publications/2009/9789241563888_eng.pdf
ANTICONCEPCIONAIS e Eficácia respectiva, classificados pela Organização Mundial de Saúde (WHO Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use, 4th ed, 2009. Disponível em:
http://whqlibdoc.who.int/publications/2009/9789241563888_eng.pdf.)
Glasier AF; Cameron ST; Fine PM; Logan SJ; Casale W; Van Horn J; Sogor L; Blithe DL; Scherrer B; Mathe H; Jaspart A; Ulmann A; Gainer E. Ulipristal acetate versus levonorgestrel for emergency contraception: a randomised non-inferiority trial and meta-analysis. Lancet. 2010; 375(9714):555-62
FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Manual de Orientação em Anticoncepção – 2010 www.febrasgo.org.br
Waldemir Rezende é médico, doutorado em medicina, especialista em Obstetrícia, Ginecologia e Mastologia. É coordenador do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital Santa Catarina de São Paulo e diretor da WR Assevera - Consultoria Médica e Hospitalar.
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