Coqueluche volta à cena
Por Dr. Renato Kfouri 07/10/2011Embora tenha se observado uma enorme redução do número de notificações após a introdução da vacina já há décadas, essa estratégia ainda não foi capaz de erradicar a doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorrem cerca de 50 milhões de casos a cada ano, com cerca de 300 mil mortes em todo o mundo.
Os sintomas
A doença se caracteriza por um quadro inicial de coriza e tosse, eventualmente com febre baixa. Após uma a duas semanas o quadro evolui para uma tosse intensa, com “guinchos”, provocando muitas vezes vômitos, de difícil controle, e isso pode se prolongar por semanas ou meses, daí o nome “tosse comprida”.
Em adolescentes e adultos a doença não costuma ser grave, porém em bebês pequenos, especialmente no primeiro ano de vida, ela pode se manifestar de maneira mais intensa, levando muitas vezes à hospitalização e em alguns casos à morte.
São vários os estudos em diversos países, inclusive no Brasil, que demonstram que essas crianças pequenas, ainda não completamente imunizadas, adquirem a doença de outros membros da família: mãe, pai, irmãos e cuidadores.
Segundo a infectologista do Hospital Emílio Ribas de São Paulo, Dra. Luiza Falleiros, seria muito desejável que adultos que têm contato com bebês e recém-nascidos, como pais, mães, babás e profissionais da saúde, sejam imunizados, a fim de reduzir o número de casos graves da doença. Essa estratégia de proteção é conhecida como “cocoon” ou “casulo”,
A vacina contra coqueluche para adultos, embora recomendada pelas Sociedades Médicas (Brasileira de Pediatria e Brasileira de Imunizações), ainda não está disponível gratuitamente na rede pública, e por ora somente disponível em centros de imunização privados.
Não temos dúvidas de que, quando o assunto é prevenção, as vacinas são as principais armas nessa luta!
Renato de Ávila Kfouri é pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana - Pro Matre e Diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.
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EXTREMAMENTE PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
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