Depressão sem tristeza? Um novo diagnóstico
Por Dra. Márcia Kelman 28/11/2011A novidade diagnóstica é o fato de encontrarmos um grande número de pessoas que relatam sentirem-se bem e com boa disposição, apesar de estarem com depressão. Essa ideia vem do passado, quando a depressão era diretamente associada à tristeza e vontade de ficar o dia todo na cama. Na verdade, essas pessoas sofrem de alexitimia – incapacidade de conscientizarem-se de suas próprias emoções –, ou seja, vivem como se estivessem bem (sem estarem!), com perda importante da qualidade de vida (vivem sem alegria, sem esperança e com baixa autoestima).
Não associam, ainda, que as queixas físicas que apresentam – como insônia, inapetência e ganho de peso –, tenham relação com o desgaste mental e emocional.
Por isso, a depressão sem tristeza difere da distimia e das síndromes ansiosas, quando, nestes casos, o indivíduo tem consciência de sua tristeza e até sente pena de si.
O perigo de ter a doença, sem diagnóstico e tratamento, são o altíssimo risco de morte súbita por doença cardiovascular e uma maior incidência de cânceres e Alzheimer.
Por isso, é de grande importância estarmos atentos a nós mesmos, conhecendo-nos melhor, e pararmos com esta “autotolerância” de que muito desses sintomas sejam apenas problemas da “vida moderna”, como resultado do estresse diário no trabalho, no trânsito ou das poucas horas dormidas.
É preciso acordar para a verdade. Além do direito à saúde, temos o dever de cuidar dela!
Em caso de dúvida quanto aos seus sentimentos físicos e/ou emocionais, procure um profissional e viva realmente feliz e protegido!
Márcia Jablonka Kelman é médica especialista em clínica médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Especialista em homeopatia pela Escola Paulista de Homeopatia. Médica da Associação Nacional de Assistência ao Diabético. Médica do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.
As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.
NÃO TOME MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
EXTREMAMENTE PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
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