Conheça a vitamina do sol
Por Dra. Márcia Kelman 15/06/2011Até pouco tempo atrás, seu valor era reconhecido apenas por prevenir a saúde dos ossos, como contra o raquitismo, por exemplo. Não existia mãe cautelosa que se esquecesse do banho de sol diário de seu bebê, bem como de administrar três gotinhas de vitamina D na boca do pequeno antes do banho. Isso porque a pele deve receber os raios de sol diretamente para que a vitamina D ingerida seja ativada e “funcione”.
Hoje, entretanto, associa-se a sua carência, isto é, concentrações abaixo do esperado no sangue, à incidência direta de doenças como câncer, hipertensão e doenças cardiovasculares, principalmente em obesos (já que a gordura aprisiona a vitamina D, não a deixando funcionar).
Sua falta favorece ainda o ganho de peso, piora os sintomas da TPM e da imunidade em geral, deixando os indivíduos que sofrem desse problema mais propensos a contrair infecções, gripes e resfriados.
Conhecendo isso, os médicos começaram a valorizar mais os níveis desta vitamina nos exames de sangue, e constataram uma maior incidência de hipovitaminose D, bem como maior incidência de doenças crônicas, como as descritas acima.
Talvez o cuidado com a prevenção de câncer de pele, com o uso de bloqueadores solares tão eficazes, fez com que a vitamina D ingerida não fosse ativada. Pode-se pensar também no caso de alguns grupos religiosos, que por questões morais andam com o corpo todo coberto (muitas vezes até mesmo o rosto), não favorecendo o mínimo contato com o sol, o que evita que a vitamina D funcione. O que dizer dos indivíduos institucionalizados, que vivem em asilos, ou até acamados, aos quais o sol chega em mínima proporção e, muitas vezes, através de uma grossa camada de vidro?
Medidas para a falta da vitamina D
A solução encontrada para casos diagnosticados de hipovitaminose D é a sua suplementação, que pode ser realizada por meio de cápsulas, gotas, pastilhas sublinguais e até por cremes transdérmicos, seguida da monitoração dos níveis laboratoriais para que se tenha certeza de que a dose preconizada é a melhor.
Sabe-se também que há pouca quantidade de vitamina D nas fontes de alimentação em geral. Ela está presente nos laticínios, na gema de ovo e em peixes como salmão, atum e sardinha, alimentos que não são tão frequentes no cardápio tradicional dos brasileiros. Daí que, mesmo comendo regularmente tais alimentos, será pouco provável alcançar a necessidade diária de vitamina D de que seu corpo necessita.
Informe-se, avalie se você faz parte de um grupo de risco mais sujeito à hipovitaminose D e procure um médico especialista para uma checagem completa de sua saúde.
A prevenção ainda é o melhor remédio!
Marcia Jablonka Kelman é médica especialista em clínica médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Especialista em homeopatia pela Escola Paulista de Homeopatia. Médica da Associação Nacional de Assistência ao Diabético. Médica do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.
As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.
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EXTREMAMENTE PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
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