O que a vida nos ensina
Por Dra. Luiza Ricotta 09/01/2012A marca do tempo na despedida do ano
Em meio a tantos encontros e desencontros deste período, procuramos reforçar alguns de nossos votos para com as pessoas por meio da presença em reuniões, happy hours com colegas de trabalho, jantares de despedida de ano, amigo-secreto, Natal em família, viagem de réveillon. Momentos que foram vividos recentemente em dezembro do ano que se encerrou.
A troca de desejos e renovação de votos tão comum nesta época do ano forma uma espécie de rede daquilo que precisamos ouvir e sentir. E tal manifestação é a base desse processo. Talvez precisemos ver de forma concreta o que tanto necessitamos, manifestando o positivo que há em nós e oferecendo ao outro. Das coisas boas que existem em nossos aprendizados está o ofertar bons sentimentos e desejos de realização. Sendo assim, naturalmente acabamos por proporcionar o retorno da nossa própria ação. Se tivermos algo bom para oferecer, consequentemente ficamos com essa reserva, pois ela se torna força matriz dessa oferta, uma espécie de memória.
Materialize!
Escrevemos cartões, e-mails, trocamos fotos, enviamos mensagens exaltando o espírito do que há de melhor para nossas vidas.
Quanto mais mensagens e votos enviarmos, mais essa sinergia se renova em nossas vidas, pois precisamos daquilo que desejamos e dedicamos aos outros. Observe! Veja de quem partem os votos e verifique o alinhamento que existe entre a vida dessa pessoa com o que ela oferece.
Com olhos da realidade
Algumas relações que mantivemos vão se esmorecendo, caindo num vácuo, num espaço onde há memória mas não há atualização e manutenção. Não são mais ativas e presentes em seu dia a dia. Mas são dignas da consideração pelo que representaram.
Não fique ressentido com isso. É enorme o número de pessoas que se sentem frustradas nessa época do ano e carregam isso para o novo ano, com mágoas e lembranças tristes. Dissipe-as de sua vida! Aceite a diferença da nova condição: aqueles que fizeram parte de sua vida em algum momento têm significado e fizeram parte de quem somos hoje.
Ao final de todo esse percurso, o início do novo ano
Finalmente o novo ano terá seu início e você estará prestes a viver o que tiver que viver, aprendendo da vida o que ela tem para lhe ensinar como o ano que se encerrou. Ou você se torna mais forte e sólido na sua função, posicionando-se, ou ficará numa linha tênue entre o enfraquecimento e a frustração.
Neste novo ano que agora se inicia, revigore-se com sua força, fazendo o melhor possível, para que, no próximo encontro do final de ano, você tenha para oferecer uma resposta melhor para as situações em que ficou sem saber como agir. Não perca de vista o aprendizado, fortalecendo-se, assumindo uma postura mais demarcada.
A vida acaba por nos ensinar
- que os momentos não são como imaginamos ou idealizamos;
- que, mesmo nas festas de final de ano onde temos a oportunidade de encontrar familiares, há situações que serão toleradas, enquanto outras, não;
- que em algum momento você vai acabar optando por não encontrar determinadas pessoas e restringirá seu círculo de relações a uma esfera protetora e amistosa;
- que nem todos os colegas de trabalho lhe são simpáticos, e que talvez seja político, talvez aprenda com eles, que supere certas dificuldades e possa manter o respeito;
- que não se devem obstruir os meios de trabalho, pelos quais obtém o seu sustento;
- que não se deve prejudicar a reputação de outras pessoas com calúnia e difamação por simples incômodo pessoal;
- que se deve ter menos expectativa e vivenciar mais situações como elas são, de forma simples;
- que é preciso flexibilidade para mudar o que não mais funciona de determinada maneira;
- que é preciso manter o que é importante para você, suas criações, realizações e produções da sua vida;
- que credibilidade e respeito pessoal conquistados não são como a moda, que sempre vai embora; ao contrário, vêm para ficar e dizem pelos seus feitos a pessoa que você é.
As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.
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