Dra. Luiza Ricotta saude

As perdas tão difíceis de assimilar

Por Dra. Luiza Ricotta 06/12/2011
A perda geralmente causa dor e sofrimento, pois se constata a falta de algo, o vazio e a dimensão do que não mais será existente. Isso porque, toda vez que registramos uma perda efetiva, tomamos contato com a ausência, com a proporção que o objeto ausente representa para nós.

Muitas são previsíveis e até mesmo necessárias, quando se trata de constatar o próprio progresso e o desenvolvimento pessoal, como a perda do corpo de adolescente quando se atinge a fase adulta. Isso ficará ainda mais evidente para uma mulher quando atingir a fase da maturidade e perceber que, mais do que as evidências de um corpo maduro, passa a ter que se reconhecer numa nova forma de ser e perceber certos limites que antes não sentia, bem como vivenciar a descoberta de aquisições que serão percebidas somente após ter assimilado a tal perda e ser. Portanto, capaz de dimensionar uma forma de ganho, que somente ocorrerá após ter assimilado o que aconteceu. 

Absorvendo as mudanças

Constata-se a dimensão de ter decorrido um tempo de vida, porém, é no refinamento que essa percepção lhe proporcionará que reside o ganho: assimilar a mudança que a perda lhe promoveu e partir para uma nova consideração de si mesma, onde há reformulação de conceitos de vida.
Isso para compreender que muitas perdas irão oferecer outras recompensas e aprendizados. Nem tudo é revelado como falta, principalmente se houver uma atitude de compreensão de que toda passagem resulta na modificação do quadro existente. 

Perdas colocam o ser humano na sua condição natural

Assim, desenvolvemos a humildade e diminuímos a prepotência. Existem e constituem um fato. O mais significativo deles está na atitude positiva e resiliente de ser capaz de transformar a realidade que antes parecia tirar-lhe algo e posicionar-se modificado diante do aprendizado. Isso verdadeiramente é ter recurso pessoal para lidar com as experiências que a vida nos propicia. Aquele que não assimila retém a perda e se amarga, tornando-se efetivamente pesaroso de uma realidade que não é capaz de modificar e até mesmo transcender.

Muitas perdas são tão significativas que não conseguiríamos jamais substituir por nada, certamente que não. Mas é na grandeza, na capacidade de superação, que existe o passo seguinte: a transformação da realidade que se tem numa nova consideração de si mesmo.

Mas as perdas efetivamente não precisam apontar tão somente essas sensações. Se formos capazes de aprender com elas, poderemos diminuir e procurar sofrer menos quando se trata de administrar as frustrações. Pois essas nos causam desapontamento por não se concretizarem do modo como pensávamos que poderia ocorrer. Elas podem se tornar registros marcantes por toda uma vida, dependendo do modo como ela e ocorreu, por isso são tão difíceis de assimilar. Mas há que se tentar em razão de nos tornarmos melhores pessoas.

Teremos no decorrer da vida diversas formas de perda

Desde a ausência da saúde, de alguém pela morte, e outras até mesmo por nossa própria escolha. A opção pela perda de algo envolve a percepção de outro tipo de ganho. Isso torna-se uma estratégia para prosseguir diante do que se deseja, não ficando o indivíduo preso a certas situações que lhe aprisionariam.

O escolher perder, para ganhar em outra dimensão, é também uma atitude e muitas vezes estratégia para alcançar algumas metas, pois quem é maduro sabe que não é possível ganhar em tudo sempre.
Muitos passam a valorizar algo simplesmente pelo fato de terem perdido aquilo a que antes não davam importância.

Quantos casais se separaram e somente passaram a valorizar, de forma mais clara e nítida, o que a outra pessoa representava em sua vida, quando se deram conta da ausência?

As perdas podem até ser necessárias quando se trata de aprender a aceitar o fato de que muitas situações e acontecimentos não ocorrerão do modo previsto e até imaginado, propiciando que o indivíduo se renove por meio da dor, fazendo-se humilde, fazendo-o lembrar-se de que é falho, de que nem é tão poderoso assim. Isso nos faz compreender que muitas de nossas expectativas não se realizarão no curso de nossas vidas, tomando outro rumo.

As perdas necessárias trazem renovação, um espírito nada preparado para o que virá, marcando o término daquilo que em si  representa a própria perda.

Luiza Ricotta é psicóloga, professora universitária e escritora. 
Coaching em Desenvolvimento Pessoal e Profissional. Autora de livros de comportamento e educação. 
Twitter:@luizaricotta 
profluizaricotta@hotmail.com

As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.

NÃO TOME MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
EXTREMAMENTE PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

Seu nome*:
Seu e-mail*:
Destinatário*:
E-mail*:
Mensagem:
* Campos de preenchimento obrigatório
Seu nome*:
Seu e-mail*:
Mensagem*:
* Campos de preenchimento obrigatório

voltar

Atmosfera Feminina - Um serviço Sanofi
Av. Major Sylvio de Magalhães Padilha, 5.200 - Ed. Atlanta, Jardim Morumbi - São Paulo, SP - CEP: 05693-000 SAC: 0800-703 0014 (de 2ª à 6ª feira das 9 às 17 hs)

Nosso conteúdo serve para seu conhecimento e informação. Em caso de dúvida, procure sempre seu médico para orientá-la quanto ao melhor tratamento e conduta.

Copyright © 2005-2013 Sanofi. Todos os direitos reservados. Última atualização: 24/05/2013