A felicidade no amor
Por Dra. Luiza Ricotta 06/06/2011Como deixar isso acontecer?
As pessoas precisam querer e aceitar serem amadas, se dispondo a fazer o outro feliz! Requer trabalho de sintonia e fortalecimento das afinidades. O que os distancia precisa ser gerenciado em detrimento do aumento do que oferece prazer e satisfação.
É uma pena ver um amor morrer, ser sufocado pela ausência de atitudes que poderiam mantê-lo. A qualidade exige de nós o aperfeiçoamento. Nenhum relacionamento é perfeito, porém, revela que somos capazes de transformar, como numa alquimia. Se tem como resultado a presença de turbulências frequentes, há de se questionar as formas de aplicar as saídas e soluções para o que as desune. Fazendo o bom surgir, há como reavivar os projetos comuns, a vida a dois, o dia a dia, as ações de continuidade no relacionamento, que se reverte em gratificação.
Certas pessoas ressentem-se de um vínculo que não oferece estabilidade em razão deste não ser confiável e de não haver a presença da lealdade, outro elo importante que protege o relacionamento. Quando algo é significativo para você, há a preservação necessária, de modo a não permitir as invasões. Sim, um vínculo estável requer seus cuidados, pois chama a atenção exatamente por sua força. E certas pessoas e situações da vida irão tender a desequilibrar essa força. Residindo a lealdade, haverá a primazia pela força conjunta, o que revigora a união.
As dificuldades no amor
É verdade que os relacionamentos têm problemas oriundos das diferenças, que são naturais, de um e de outro. E isso que requer ajustes. Mas não é necessário que tais diferenças sejam vistas com assombro, pois são revelações do posicionamento de cada um, criando o que o vínculo naturalmente solicita: uma mescla dos dois.
“É preciso estar ao lado do outro e fazer o relacionamento dar certo. Pois a felicidade não é utópica, e sim uma realidade a ser exercitada, para ser conquistada.”
Todo vínculo amoroso requer cuidados e precisa ser nutrido. Nenhuma felicidade existe sem empenho das partes. Não se trata de algo que anda por si só, sem qualquer direcionamento das pessoas envolvidas. O vínculo, sendo uma expressão mútua, aponta o valor que cada um destina a esse projeto. E o excesso de autossuficiência corrói a parceria necessária, pois coloca as duas partes num caminho divisório, contrário ao que é comum. Os objetivos pessoais existirão, porém, é neste excesso que a vida a dois assume características individualistas, em que faltam os projetos comuns, para que a vida tenha uma continuidade.
Ser feliz no amor requer trabalho, dedicação e sensibilidade. Tornando a convivência e a compreensão mútua algo possível.
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