Transtornos compulsivos
Por Dra. Dorit W. Verea 20/12/2010A situação muda quando a busca da atividade prazerosa se torna tão imperativa que a pessoa perde o controle. Passar dias à frente do computador ou usando drogas, fazer sexo com estranhos, jogar até não poder mais, comer ou comprar tudo o que vê pela frente... Falsamente tachadas de excêntricas ou irresponsáveis, pessoas que agem dessa forma são, na verdade, portadoras de Transtornos Compulsivos.
No início, essas pessoas são regidas pelo prazer. Com o tempo, porém, o que era apenas prazeroso torna-se uma obrigação, ou, pior, imperativo. O indivíduo fica condicionado a buscar aquilo. É algo irracional. Ele se sente fissurado, quase obrigado a realizar a compulsão.
A gratificação que segue ao ato reforça a pessoa a repeti-lo, mas, com o tempo, depois desse alívio imediato, segue-se uma sensação negativa por não ter resistido ao impulso de realizá-lo. Mesmo assim, a gratificação inicial (o reforço positivo) permanece ativa, levando à repetição.
Este transtorno pode afetar qualquer um
Geralmente, são afetadas pessoas perfeccionistas, severas e rígidas. Possuem enorme poder de persuasão e processam informações com uma rapidez invejável. Por isso, muitas se destacam e são líderes em seu meio, sendo consideradas por colegas como criativas e dinâmicas. Porém, devido à dificuldade de controle do impulso, essa inteligência é subaplicada. São, muitas vezes, precipitadas, e apresentam problemas na hora de priorizar e planejar.
Não há uma causa bem-estabelecida para explicar os Comportamentos Compulsivos. Pode-se falar em vulnerabilidades e predisposições biológicas, seja por elementos familiares, seja por razões psicológicas e/ou relacionados às vivências do passado.
O diagnóstico e tratamento das compulsões abrem novos horizontes para essas pessoas. Influenciam de maneira positiva todas as esferas das suas vidas. O adulto que tem Transtorno Compulsivo, quando tratado, apresenta melhora do seu rendimento profissional, de suas relações sociais e afetivas e de sua impulsividade, gerando mais autoconfiança e melhorando sua autoestima.
Somente quem tem o transtorno sabe a dificuldade que é viver num mundo tão competitivo e conviver com esses obstáculos e limitações. Vale a pena procurar tratamento. Nunca é tarde para resolver antigos problemas.
Dorit Wallach Verea é psicóloga, coordenadora da Clínica Prisma, mestre em Psicologia Clínica pela PUC/SP e especialista em Dependência Química pelo Instituto Sedes Sapientiae. É também especialista em Psicologia Psicossomática pela Universidade Paulista/SP.
As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.
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EXTREMAMENTE PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
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