Dra. Dorit W. Verea saude

Dependência de internet

Por Dra. Dorit W. Verea 21/07/2010

Com o aparecimento da Internet como um novo instrumento de comunicação e o seu acesso cada vez mais presente em todas as classes sociais, profissionais e faixas etárias, relatos de comportamentos patológicos de dependência à internet constituem temas frequentes nos consultórios médicos.

Em função dos problemas conseqüentes deste comportamento patológico formaram-se grupos de ajuda aos chamados "jogadores patológicos" e clínicas se especializaram neste transtorno. Mas para buscar ajuda, em primeiro lugar, devemos saber definir o que é um jogador patológico?

De forma geral, o jogador patológico é o indivíduo em que o uso excessivo de computador cause um prejuízo em seu funcionamento físico, psicológico, interpessoal, conjugal, econômico e social. Outro critério importante é a incapacidade de controlar o número de horas de uso de Internet, com uma tendência a ter sensação de tristeza, ansiedade e mal-estar quando não está on-line.

A dependência de internet é análoga à dependência de drogas em que há sintomas como a  tolerância (a necessidade de aumentar o número de horas on-line), síndrome de abstinência (mal estar, ansiedade e angústia quando distantes do computador) e falta de controle para interromper o uso de Internet.

As consequências deste uso patológico são a perda de emprego, mau desempenho escolar, divórcios ou rupturas de relacionamentos afetivos e familiares, isolamento social, gasto excessivo de dinheiro com internet levando a dívidas expressivas, descuido com a própria aparência e saúde física.

Ambientes virtuais favorecem o mecanismo de dependência, pois proporcionam ao usuário resposta imediata de suas necessidades mais básicas até as mais sofisticadas tais como: necessidade de relacionamentos interpessoais, reconhecimento social, etc. A internet oferece um acesso à informação, relacionamentos e tipo de comunicação que muitos não poderiam esperar que ocorressem em suas vidas cotidianas.

Outro ponto importante a ser considerado é a alta prevalência de outros problemas emocionais e de comportamento como dependência por álcool, drogas, transtornos alimentares e os transtornos psiquiátricos.

Portanto, brigas, cobranças e julgamento não cabem no trato com o jogador patológico, e sim, ajuda profissional especializada.

Dorit Wallach Verea é psicóloga, coordenadora da Clínica Prisma, mestre em Psicologia Clínica pela PUC/SP e especialista em Dependência Química pelo Instituto Sedes Sapientiae. É também especialista em Psicologia Psicossomática pela Universidade Paulista/SP.


As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.

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