Cuidado com o corre-corre da vida
Por Dra. Dorit W. Verea 21/04/2011O estresse patológico surge, então, como uma consequência direta dos persistentes esforços adaptativos da pessoa à sua situação existencial.
Devemos adquirir habilidades para melhorar física e mentalmente nossa resistência ao estresse, bem como eliminar aquele desnecessário. Atitudes assim baseiam-se na modificação de alguns aspectos no estilo de vida e nos hábitos cotidianos.
Em pesquisa recente foi demonstrado que saúde, ensino, segurança e jornalismo são as áreas em que os profissionais foram mais afetados
Aproximadamente 50 a 75% de todas as consultas médicas estão direta ou indiretamente relacionadas ao estresse. A medicina não deve ter apenas um papel importante no tratamento clínico das doenças ligadas ao estresse, mas também, e principalmente, deve dar ao assunto uma conotação preventiva, educacional e psicoterápica.
A ansiedade, originalmente fisiológica e indispensável à vida normal, passou a ser objeto de distúrbios quando o ser humano colocou-a não a serviço de sua sobrevivência, como fazia antes, mas a serviço de sua existência. Assim, o estresse passou a ser o representante emocional da ansiedade, sua correspondência psíquica.
Infelizmente, algumas pessoas tentam de todas as maneiras resolver seus problemas sozinhas não admitindo a necessidade de ajuda e, às vezes, passam-se meses e até anos para procurarem o auxílio tão necessário de um profissional.
Essas pessoas acham que o fato de procurar ajuda profissional as torna incapazes de resolver seus conflitos sozinhas. São pensamentos errôneos, uma vez que o psicólogo está apto a ajudar, compreender e perceber um conjunto de informações e padrões de comportamento que o indivíduo não consegue perceber.
Algumas dicas úteis
• Esteja aberto às mudanças de hábitos.
• Deite mais cedo, dormir mais, fume e beba menos, alimente-se de forma mais saudável, socialize mais com amigos, dance, faça esportes, vá ao cinema.
• Viaje, tire férias, curta a família.
• Faça massagem, ioga, meditação.
• Fique de olho no condicionamento físico.
• Faça psicoterapia. Conversar com uma pessoa neutra e tecnicamente preparada ajuda a organizar melhor os pensamentos e administrar melhor os problemas.
• A medicação acaba com os sintomas físicos e melhora o sono. Com isso, a pessoa tem mais “cabeça fria” e energia para procurar soluções. Procure um profissional especializado.
Não deixe de se tratar. Sua qualidade de vida só pode melhorar.
Dorit Wallach Verea é psicóloga, coordenadora da Clínica Prisma, mestre em Psicologia Clínica pela PUC/SP e especialista em Dependência Química pelo Instituto Sedes Sapientiae. É também especialista em Psicologia Psicossomática pela Universidade Paulista/SP.
As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.
NÃO TOME MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
EXTREMAMENTE PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
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