Dra. Christiani Poço saude

Entenda os hormônios do amor

Por Dra. Christiani Poço 17/06/2011
Vamos comprender o que acontece com a quimíca do amor. A nossa afetividade depende de aspectos psíquicos, cerebrais e hormonais. Algumas substâncias químicas (hormônios e neurotransmissores) são produzidas no corpo em resposta aos próprios impulsos internos e estímulos ambientais. Os neurotransmissores são substâncias utilizadas pelos neurônios na comunicação do sistema nervoso. Eles são capazes de desencadear emoções e comportamentos. Quando duas pessoas se atraem, uma cascata de neurotransmissores percorre seu cérebro e seu corpo. Tais substâncias são a adrenalina, noradrenalina, serotonina, endorfina, entre outras, assim como os hormônios sexuais, testosterona e estrogênios. 

A endorfina, por exemplo, causa um efeito mais eufórico ao cérebro, despertando uma sensação de euforia, bem-estar e prazer. Os hormônios sexuais secretados pelos testículos e ovários são encaminhados ao cérebro, onde são capazes de influir na capacidade de reprodução e no impulso sexual. Tais substâncias podem, inclusive, contribuir para solucionar problemas vinculados à sexualidade, na forma de medicamentos que resolvem problemas de disfunção erétil, menopausa e diminuição do desejo sexual. 

O frio no estômago e o coração acelerado não deixam de fazer parte de um conjunto de reações químicas, que se dão nos momentos de envolvimento e prazer. Outro hormônio importante na afetividade é a ocitocina, que parece estimular a união entre as pessoas, a criação de laços estreitos, o ato sexual, a chegada ao orgasmo, o parto e a lactação materna. É um hormônio encontrado com muito mais abundância nas mulheres, sendo responsável pela docilidade feminina. Ao contrário do que se pensa, as emoções não são geradas no coração, mas no cérebro.

Christiani Adão Poço é médica, especialista em endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Médica endocrinologista do ambulatório da Fundação Zerbini. Médica pesquisadora clínica com certificação da Harvard Medical Internacional em "Good Practices in Clinical Research". 
 

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