Doze erros que não devemos cometer na educação alimentar da criança
Por Dra. Christiani Poço 21/07/20101. Dizer sempre sim: a criança sem limites vai abusar das calorias e das guloseimas. Devemos ter um dia por semana para situações em que podemos ser mais liberais.
2. Lanches fora de hora: o ideal são 6 refeições diárias e evitar as beliscadas fora desses horários.
3. Oferecer comida como recompensa: “coma toda a sopa para ganhar a sobremesa”. Passa a idéia de que tomar sopa não é bom e que a sobremesa é que é o máximo.
4. Ameaçar castigos para quem não cumpre o combinado: “se não comer a salada, não vai ganhar presente”. Isso somente vai aumentar o ódio que a criança sente das saladas.
5. Brincadeiras na mesa: hora de comer é hora de seriedade, evitar fazer aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha.
6. Ceder ao primeiro “não gosto disso”: a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas pelo menos, experimentar não custa nada.
7. Substituir refeições: não quer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre.
8. Tornar a ida a uma lanchonete, um programão: a comida de casa fica meio sem graça.
9. Servir sempre a mesma comida: a criança só toma iogurte, então passa o dia todo tomando iogurte. Vai enjoar, vai faltar nutriente e fibras.
10. Dar o exemplo: não adianta mandar tomar sucos e somente beber refrigerantes.
11. Deixar de comer em frente à televisão, diminuir o consumo de produtos industrializados e alimentos fast food fazem uma grande diferença na balança. Pó
12. Separe os alimentos em porções pré-determinadas: em vez de dar o pacote inteiro de bolacha recheada para a criança, separe uma quantidade, mostre a ela e faça-a entender que ela só terá direito a esta porção. De vez em quando troque a bolacha recheada pela sem recheio.
Lanches saudáveis na lancheira
Muitas cantinas escolares não têm cardápio apropriado para uma refeição saudável, o consumo de alimentos pouco nutritivos e calóricos se torna freqüente. Isso é especialmente prejudicial à saúde de crianças e adolescentes em desenvolvimento.
Muitas vezes as crianças resistem em levar o lanche de casa porque a maioria dos amiguinhos come na lanchonete da escola. Nesse caso, os pais têm que explicar para os filhos a necessidade de se alimentar bem, sem com isso banir os lanches mais calóricos: basta estabelecer um acordo com os filhos e reservar um dia da semana para a cantina, por exemplo.
Quando os filhos são adolescentes e a cantina é quase inevitável, o melhor é orientá-los a escolher os salgados assados (menos gordurosos que os fritos), um suco (em lata ou caixinha) e um iogurte ou vitamina (que são boas fontes de cálcio). Assim, mesmo lanches mais leves podem ser bastante nutritivos.
O ideal é conscientizar as crianças, desde cedo, sobre a importância de se equilibrar diferentes nutrientes na mesma refeição e ao longo da semana.
Sugestões de cardápio
Segunda-feira:
Uma caixinha de vitamina
Uma bisnaguinha com requeijão
Uma maça
Terça-feira:
Uma caixinha de suco concentrado
Uma sanduíche (duas fatias de pão de forma com queijo branco)
Uma pêra
Quarta-feira:
Uma garrafinha de leite fermentado
Um minibolo
Uma goiaba
Quinta-feira:
Uma caixinha de suco concentrado
Três bolachas sem recheio
Um queijo processado
Sexta-feira:
Uma caixinha de achocolatado
Uma bisnaguinha com peito de peru
Uma ameixa vermelha
Christiani Adão Poço é médica, especialista em endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Médica endocrinologista do ambulatório da Fundação Zerbini. Médica pesquisadora clínica com certificação da Harvard Medical Internacional em "Good Practices in Clinical Research".
As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.
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