A prolactina e suas consequências
Por Dra. Christiani Poço 23/12/2010Excesso de prolactina pode causar infertilidade e alterações menstruais
A prolactina é um hormônio produzido principalmente no sistema nervoso central (hipófise), com diversas funções no corpo humano. Esse hormônio desempenha um papel importante na amamentação e ovulação. A hiperprolactinemia é o excesso de produção de prolactina, mais frequente em mulheres entre 20 e 50 anos, resultando em alterações nas funções sexuais e reprodutivas.
Os sintomas mais comuns são a irregularidade menstrual, amenorreia (parada da menstruação), infertilidade e saída de leite pela mama na mulher não grávida. Dentre as causas de tal distúrbio hormonal destaca-se o uso de alguns medicamentos, como antidepressivos, ansiolíticos, anticoncepcionais, anti-hipertensivos, entre outros. Algumas doenças comuns na mulher também causam a elevação da prolactina, tendo destaque o hipotireoidismo (queda dos hormônios da tireoide) e a Síndrome de Ovários Policísticos.
Doenças que acometem a região do sistema nervoso responsável pela produção de prolactina também podem causar a hiperprolactinemia, como traumas, infecções e tumores. Dentre esses, o mais comum é o prolactinoma (tumor benigno que produz excesso de prolactina). Em cerca de 30% dos casos, a hiperprolactinemia não tem causa conhecida e passa a ser chamada de idiopática.
O diagnóstico do excesso de prolactina
Ele é feito por meio de um exame de sangue comum. Pode ser necessária a realização de um exame de ressonância ou tomografia da hipófise, no caso de suspeita de tumor. O tratamento é realizado de acordo com a causa da elevação da prolactina e, mesmo no caso de tumores, o tratamento de primeira escolha é medicamentoso. Tendo uma alta taxa de sucesso, o tratamento medicamentoso restabelece as funções sexuais e reprodutivas da mulher.
Christiani Adão Poço é médica, especialista em endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Médica endocrinologista do ambulatório da Fundação Zerbini. Médica pesquisadora clínica com certificação da Harvard Medical Internacional em "Good Practices in Clinical Research".
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