Dra. Carmen Ines saude

Tratamento com raio laser nos dentes

Por Dra. Carmen Ines 09/08/2011
A luz vem sendo utilizada com finalidade terapêutica desde os primórdios dos tempos. Segundo Miserandino e Pick, já em 2000 a.C. os egípcios obtiveram cura de lesões de pele através da luz e, em 1400 a.C., foram os indianos os primeiros a utilizarem a fotoquimioterapia.

A palavra laser é a abreviação de light amplification by stimulated emission of radiation, o que em português quer dizer “luz amplificada pela emissão estimulada de radiação”. Hoje em dia, podemos considerar o laser não cirúrgico como um auxiliar terapêutico de grande importância nos consultórios odontológicos. Ele pode ser utilizado para tratamento de inflamações, regeneração tecidual, em casos de analgesias (falta de sensibilidade) e na formação de dentina secundária após restauração dentária. É também usado durante o processo de clareamento dental, ajudando na remoção das manchas.

Ele vem sendo muito utilizado na área da saúde e está em plena evolução para uso odontológico, beneficiando os pacientes com tratamentos sem trauma, sem dor, com melhor pós-operatório, entre outras várias vantagens. Há indicação de laser nos casos de herpes, alveolites (pós-extração), e após tratamento de canais muito sensíveis, pois ele ajuda a diminuir a dor.

Laser: vários benefícios

Na Ortodontia, esta técnica pode ser utilizada para descolagem de braquetes cerâmicos, para reparação óssea após rápida expansão do maxilar, dores que resultam da movimentação ortodôntica e colagem de braquetes por meio da polimerização da resina. Pode curar também as úlceras traumáticas, provocadas nas gengivas pelos acessórios dos aparelhos ortodônticos.

Na Periodontia, pode-se associar a terapia do laser à raspagem subgengival devido ao seu efeito analgésico. Há também o tratamento alternativo das periodontites brandas e moderadas. Além da supressão da dor, ele reduz também o inchaço e acelera a cicatrização, o que facilita muito no tratamento dos pacientes com gengivite e com periodontite.
Porém, é preciso ter cuidado com efeitos secundários, principalmente nos olhos e pele, bem como na região da tireoide. Se o feixe de luz atingir os olhos, pode provocar queimaduras na retina, e inclusive causar lesões irreversíveis. Portanto, é necessário que todos os pacientes, profissionais e auxiliares utilizem óculos de proteção apropriado durante os procedimentos em que a luz é utilizada.

No início, seu uso era limitado para a odontologia. Atualmente, as possibilidades estão aumentando nas diversas especialidades. Sua utilização necessita, porém, do conhecimento técnico da energia aplicada, dos efeitos produzidos no organismo e aplicação da metodologia correta.

Carmen Ines A. D. Antunes é cirurgiã-dentista. Formada pela Faculdade de Odontologia
da Universidade de Mogi das Cruzes.
Atua como clínica geral em seu consultório particular. 

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