O coração da mulher sofre a cada dia
Por Dr. Artur Zular 28/02/2011Porque a mulher entrou definitivamente no mercado de trabalho e seu nível de stress aumentou incrivelmente. O tabagismo, que antes era característica do sexo masculino, é igualmente disseminado entre as mulheres, e a obesidade, o diabetes e a hipertensão também ficaram mais frequentes.
As doenças cardíacas matam duas vezes mais mulheres do que a soma de mortes causadas por câncer de mama, útero, ovário e colo de útero.
Mulheres que fumam 10 cigarros por dia têm 50% de chance a mais de ter um infarto do que as não fumantes. Esse risco duplica se for um maço por dia. A boa notícia é que parar de fumar diminui em 50 a 70% o risco de doença cardíaca nas mulheres.
Mulheres diabéticas têm o dobro de possibilidade de reinfartar após um primeiro infarto. O colesterol ruim, chamado LDL, aumenta muito com a idade, principalmente após a menopausa. Nessa fase da vida, devido à diminuição do estrógeno – que é um protetor natural do coração – há um aumento da incidência de doença coronariana, mas, se for feita a reposição hormonal quando não há contraindicações, pode diminuir de 30 a 50% o risco da doença.
A mulher brasileira tem um dos maiores níveis de obesidade em comparação com outros países, e este é um fator de risco importante, que deve ser tratado com muita seriedade.
A boa notícia é que o exercício físico feito adequadamente, além de emagrecer, diminui a incidência de coronariopatia e hipertensão arterial sistêmica nas mulheres, assim como a taxa de mortalidade cardíaca em geral. E não precisa ficar malhando quatro horas por dia na academia. Caminhadas de 30 a 40 minutos, três vezes por semana, já são bastante eficientes. Que tal começar agora? Procure seu cardiologista e faça um check up cardiológico completo. Assim, ele poderá avaliar o estado de seu sistema cardiovascular e prescrever detalhadamente os exercícios com intensidade, duração e frequência mais adequados e individualizados para você.
Artur Zular é médico especialista em Medicina Psicossomática, Clínica Médica e Cardiologia. Consultor Científico do Instituto Qualidade de Vida. Presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina.
As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.
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