Tudo sobre retinopatia diabética
Por Dra. Andréa Barbosa 27/01/2011As flutuações do açúcar no sangue podem causar alterações na concentração do líquido no interior das células do cristalino, nome dado a uma lente natural localizada no interior dos olhos, e causar turvação visual temporária, principalmente se o controle do diabetes não for rigoroso. Essa doença também pode causar catarata em pessoas jovens, ou acelerar o desenvolvimento de catarata em pessoas idosas.
A retinopatia diabética é uma das causas mais comuns de cegueira no Brasil em pessoas entre os 30 e os 65 anos de idade. Aproximadamente 10% da população com diabetes tem retinopatia que exige acompanhamento médico ou tratamento.
O diabetes pode afetar também outros órgãos, e a severidade da lesão ocular observada na retina pode ser um indicador do aumento do risco de outras complicações, como a doença isquêmica cardíaca, doença renal, ou neuropatia diabética (o que contribui para a impotência masculina e doença do pé diabético).
Eu posso prevenir a retinopatia diabética?
O bom controle dos níveis de açúcar no sangue do diabético pode reduzir o risco de retinopatia em 60% no tipo I (insulina dependente) e 40% no tipo II (não insulina dependente), além de reduzir o risco de outras complicações relacionadas à doença.
Quando eu devo ter os olhos examinados?
Quando confirmado o diagnóstico de diabetes, o paciente deverá ser examinado de uma forma geral anualmente, com exames que incluem acuidade visual, pressão ocular e exame da retina, sempre com a pupila dilatada.
Retinopatia diabética tem tratamento?
Confirmado o diagnóstico de retinopatia diabética, o paciente será encaminhado ao especialista chamado retinólogo, e este poderá indicar outros exames de maior complexidade, como a angiofluoresceinografia, ultrassonografia ou tomografia de coerência ótica, e poderá indicar tratamentos como a fotocoagulação da retina utilizando o laser. Temos ainda a aplicação de substâncias anti-inflamatórias e antiproliferativas, bem como, nos casos mais graves, de cirurgia de remoção do vítreo, chamada de vitrectomia.
Mesmo diante de tantas opções de tratamento, nada como a prevenção e as visitas regulares ao médico.
Dra. Andréa Barbosa é membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo Sócia da Clínica de Olhos São Francisco de Assis, Rio de Janeiro. Coordenadora do Serviço de Oftalmologia da Rede D'Or, Rio de Janeiro.
As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.
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EXTREMAMENTE PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
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