Dra. Andréa Barbosa saude

Inverno piora síndrome do olho seco - proteja-se!

Por Dra. Andréa Barbosa 16/06/2011
 
O “olho seco” é um problema que atinge milhares de pessoas em todo o mundo. Dentre os pacientes com esta condição, destaca-se o grupo de mulheres com mais de 50 anos, principalmente as que estão no climatério, período de transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva, quando há a diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários. E mais: no inverno, os cuidados devem ser redobrados, principalmente por quem mora em cidades com altos índices de poluição, como as grandes capitais brasileiras.
 
Nos Estados Unidos, a síndrome do olho seco afeta cerca de cinco milhões de pessoas acima dos 50 anos, grande parte do sexo feminino. No Brasil, a doença acomete cerca de 10% das mulheres nessa faixa etária, provocando vermelhidão, dor e irritação nos olhos. O problema se manifesta de maneira agressiva para algumas pacientes, afetando a qualidade e a quantidade de lágrimas que lubrificam o globo ocular. Quando não tratado, o problema pode evoluir para ulceração da córnea e outras condições que prejudicam a qualidade da visão. Dependendo do estágio da doença, as sequelas podem ser irreversíveis.
Fique atenta aos sintomas
 
Uma nova pesquisa realizada no Schepens Eye Research Institute (Estados Unidos) e publicada no Journal of Leukocyte Biology identificou as células NK (natural killer), um tipo de célula que causa inflamação ocular e tem papel importante na síndrome do olho seco. Com isso, agora será possível desenvolver medicamentos ainda mais eficientes para o tratamento. Hoje, o controle é feito com colírios específicos e alguns cuidados.
 
O tratamento de olho seco é feito caso a caso. Normalmente, os pacientes fazem uso de lágrimas artificiais ou pomadas. Ficar por muitas horas em frente ao computador, sem pausas compensatórias, ou mesmo sem piscar de maneira eficiente, pode potencializar os sintomas. As cabines pressurizadas dos aviões também merecem atenção, já que também ressecam os olhos.
 
O primeiro sintoma de olho seco costuma ser a ardência importante, seguida de vermelhidão e lacrimejamento. Diante desse quadro, é fundamental procurar um oftalmologista o quanto antes.

Andréa Barbosa é oftalmologista, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo Sócia da Clínica de Olhos São Francisco de Assis, Rio de Janeiro. Coordenadora do Serviço de Oftalmologia da Rede D'Or, Rio de Janeiro.  

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