Atenção: epidemia de conjuntivite!
Por Dra. Andréa Barbosa 30/03/2011O centro de controle de doenças da capital já enviou comunicados para escolas e creches com informações sobre os sintomas e prevenção da doença.
A conjuntivite é uma inflamação ocular, e a conjuntiva é uma membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. As conjuntivites podem ser de causa alérgica, viral, bacteriana ou por irritação química. Somente as conjuntivites infecciosas (virais e bacterianas) são contagiosas. Como todas apresentam sintomas parecidos e você só descobre o tipo por meio de exames clínicos, é bom adotar cuidados especiais tão logo seus olhos comecem a: coçar, arder, ficar vermelhos, lacrimejar, apresentar secreção e sensação de corpo estranho (como se tivesse areia).
O surto atual é de conjuntivite viral que, em geral, acomete os dois olhos e pode durar de uma semana a quinze dias, e não costuma deixar sequelas. É contagiosa e, portanto, pode ser passada para o outro, e sua transmissão ocorre por meio da secreção. Não há contágio apenas por proximidade a alguém com conjuntivite. É necessário que tenhamos contato com a secreção dos olhos ou das vias aéreas (espirros, tosses) para que sejamos contaminados. O mau hábito de coçar os olhos com as mãos sujas é o maior facilitador deste surto. Por isso, tenha muito cuidado nos transportes públicos: ao pegar no corrimão, por exemplo, nunca leve as mãos aos olhos. Pelo contrário, lave-as sempre que possível. O uso do álcool em gel pode prevenir 99% dos casos.
No verão, é comum a conjuntivite do tipo viral, de fácil transmissão, pois a exposição ao convívio social é maior nesta época.
Alguns cuidados básicos podem prevenir a transmissão do vírus
- Lavar sempre as mãos, usar álcool em gel e não coçar os olhos;
- Não compartilhar toalhas de rosto, óculos escuros, colírios, maquiagem para olhos (como lápis, rímel, delineadores ou esponjas), além de evitar nadar em piscinas sem cloro ou em lagos. Também não é aconselhável o uso prolongado de lentes de contato. O melhor é retirá-las todas as noites e colocá-las em solução apropriada para limpeza.
O maior risco de passar para outras pessoas está na fase aguda, que dura de 7 a 10 dias. É o tempo estimado para que os sintomas melhorem sem que seja necessário qualquer tratamento específico, além de compressas de água filtrada gelada várias vezes ao dia. Ao surgirem os sintomas, deve-se procurar um oftalmologista imediatamente para que ele identifique o tipo de conjuntivite e seu tratamento adequado. Não se automedique.
Muitas doenças oculares têm sintomas parecidos ao da conjuntivite viral, e o atraso no diagnóstico pode levar a sequelas graves visuais ou até mesmo à perda da visão.
Atenção: não use colírios sem prescrição médica.
Andréa Barbosa é oftalmologista, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo Sócia da Clínica de Olhos São Francisco de Assis, Rio de Janeiro. Coordenadora do Serviço de Oftalmologia da Rede D'Or, Rio de Janeiro.
As opiniões emitidas nesta seção são de responsabilidade exclusiva dos colunistas, não representando a opinião da sanofi-aventis. As orientações não substituem, em hipótese alguma, a avaliação e recomendação de um médico de sua confiança, o único que poderá avaliar a sua saúde e indicar a melhor conduta para você. Consulte sempre o seu médico quando o assunto for saúde, tratamento e medicação.
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EXTREMAMENTE PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
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